—Como?—perguntou Carlos, olhando para a irmã.
A inquietação de Jenny redobrava.
—Não que é exactamente!… as rendas… o bordado dos cantos… Só falta… Ah… mas a marca também!… um C.!… Este lenço é de Cecilia! Como é possível?!…
Jenny julgou que era tempo de intervir.
—Ora ahi temos o snr. Manoel Quentino embaraçado com uma cousa bem simples—disse ella, rindo.—Esse lenço, é de Cecilia, é; que duvida? Deixou-o ella, por esquecimento, ha dias… na terça-feira… em minha casa. Este buliçoso tem o costume de levar tudo do meu quarto, sem me consultar, e, julgando que era meu…
—Ah! bem me parecia que era o lenço que eu tinha dado a Cecilia. Estava admirado!
Carlos olhava para Jenny e para Manoel Quentino, como sem saber ainda bem o que pensar d'aquillo.
—Espero que m'o restituirás—disse Jenny—a mim é que compete entregal-o a Cecilia.
Carlos ia a responder, talvez imprudentemente, quando um gesto da irmã lhe impôz silencio e acabou de explicar tudo.
Emfim já não era mysterio para elle o nome da desconhecida do baile.