Nem sequer fallou no tempo! Cecilia não foi mais eloquente, fixou os olhos na porta da igreja, por onde desapparecera o pae, e emmudeceu.
N'isto uma velha mendiga, d'estas que nunca faltam á porta das igrejas ao findar a missa, aproximou-se d'elles, coxeando e gemendo.
—Meu rico senhor,—disse ella dolentemente a Carlos—tenha compaixão d'esta velhinha, que já não o póde ganhar.
Carlos não lhe dava attencão.
A velha insistiu:
—Ora dê, dê, meu fidalgo; e que nosso Senhor o veja dar.
—Não póde ser—disse distrahidamente Carlos.
A velha recorreu a Cecilia.
—Minha linda menina, peça-lhe que me dê uma esmolinha, peça; e que nosso Senhor os faça a ambos felizes, já que tão bem os talhou um para o outro.
Cecilia tentou sorrir, mas a confusão obrigou-a a baixar os olhos; Carlos não menos confuso tambem com o equivoco da mendiga, tirou do bolso uma moeda de prata e deu-lh'a, dizendo: