OS AMIGOS DE CARLOS

A scena, que descrevemos no precedente capitulo, aggravou o estado moral de Carlos.

Cada vez mais concentrado, passava horas inteiras no quarto ou entranhava-se pelas ruas de verdura do jardim; cada vez mais triste, nem Jenny podia já inspirar-lhe aquellas promptas alegrias de outros tempos e tanto do caracter d'elle.

Jenny convenceu-se de que era mais do que um mero capricho o que assim se assenhoreára do coração do irmão.

E em Cecilia que seria?

A filha de Manoel Quentino havia desde muito evitado a presença de sua amiga. D'isto mesmo desconfiava Jenny.

—É preciso sondar aquelle coração tambem, e se o encontrar assim… então… então…

Esta reflexão terminou-a ella sentando-se á secretária e escrevendo:

«Cecilia.

É amanhã o dia dos meus annos. Não me reservará para então a surpreza de me assegurar que ainda vive? Repare que ha dois longos mezes que a não vejo. Fico esperando-a, desde o romper do dia de ámanhã.