—Quem levou lá o Roboredo, foi…
—Eu te digo, Pires; elle teve em tempo alguma influencia no ministerio, mas depois de um certo emprego na alfandega que pediu para o sobrinho, e que não obteve, abandonou a regeneração…
—Que sobrinho? O que nós em Coimbra chamavamos o gigante Polyphemo? Oh que alarve!
—Sempre foi um homem, que teve a habilidade de concluir o curso, e que nunca se pôde conformar com a existencia dos antipodas. Dizia elle que até lhe fazia mal pensar na posição incommoda, em que haviam de viver esses pobres diabos, se existissem…
—E um dia em que elle…
Unisona e estrepitosa gargalhada, partindo de um grupo, que estava já em pé no outro extremo da sala, interrompeu a historia.
Todas as attenções e todos os olhares convergiram para alli.
Eram quatro os rapazes que riam e riam até lhes caírem as lagrimas dos olhos. Junto d'estes, o quinto mostrava, em certo ar constrangido, poucas disposições para expansão igual.
—É impagavel este homem!—dizia um dos que riam.
—Que foi? que foi?—perguntavam os que não faziam parte do grupo, rindo já com anticipação tambem.