—D'esta vez sobre tudo, porque eu sabia que era um coração que elle encontrára no caminho e… aquelle estouvado podia não reparar… e magoal-o. Avisei-o.
—Ó Jenny!
—Avisei-o; porque, bem vê, Cecilia, todos os sacrificios são dolorosos. Sacrificar orgulhos, sacrificar vaidades, sacrificar até caprichos, tudo é sacrificar; e eu não imagino que isso se faça sem esforço; mas os sacrificios do coração… oh! esses…
—Matam!—concluiu Cecilia, quasi insensivelmente.
—Pois não matam? Isso sabia… quero dizer—emendou a sorrir—isso suppunha eu. Por isso pedi a Carlos que se esquecesse… Sim, que se esquecesse; no tempo em que eu lhe pedia isto, talvez ainda não viesse d'ahi grande mal.
Cecilia não respondeu. Um suspiro respondeu por ella.
—E quem sabe—proseguiu Jenny, olhando-a—se seria eu que me enganava ao pensar assim? É certo porém que meu irmão não me obedeceu.
—Não?—interrogou Cecilia, com expressão de duvida.
—Não; longe de esquecer, avivou impressões, e em poucos dias eram já tão fundas, que me assustavam.
Cecilia meneou a cabeça ainda, como quem duvída.