Adormeceu entoando em voz já mal percebida:

A tua porção de lagrimas…
Eu as chorarei… por ti…

Jenny desprendeu-se-lhe então dos braços, conchegou-lhe a roupa, fechou a janella, e, recommendando silencio aos criados, desceu.

No fim dos degraus encontrou sentado o jardineiro da casa, com o rosto entre as mãos e soluçando.

—Que é isso, Manoel?

O velho ergueu-se com sobresalto.

—Ai, menina Jenny, é que… veja.

E apontou para o degrau da porta do jardim, onde jazia partido um vaso de porcelana com uma preciosa begonia.

—Como foi isto?—perguntou Jenny.

—O pae mandou-me trazer do quarto d'elle para a estufa este vaso e tanto cuidado me recommendou! e vae eu… veja a minha desgraça, logo ao descer a escada escorrego… Valha-me Deus, valha!