MARIA JOANA, sòzinha, brada, abrindo a porta, para a solidão dos campos ermos, na chuva e na ventania:

Acudam! aqui d'el-rei!... Acudam!

Ninguem! Tudo se passa como num deserto, a milhões de léguas da outra gente, no isolamento daquela casa maldita! MANOEL, rôto, alucinado, escorrendo sangue, consegue erguer-se do chão, aonde por duas veses o prostrára o pulso férreo de TÓNIO; apanha emfim a espingarda e alveja-o.

MARIA JOANA, interpondo-se, num salto ágil:

Ai, que te desgraças! ai que te desgraças, «Manel»!

MANOEL

Larguêza! larguêza senão arrebento-te tambem...

Ela resiste, debate-se, diante da arma. Esta, num repelão, dispára-se, indo a carga alojar-se no peito da rapariga.[{163}]

TÓNIO, vendo a irmã caída num lago de sangue:

Mataste-a!