MANOEL, poisando a espingarda e com um sorriso cínico:

Matei?... Pois tira-lhe a pele, que é d'estimação...

Recomeçam a luta.

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[1] O autor não quis nesta novela, a que deu indiferentemente a forma dialogada, tentar um género de literatura dramática como êsse que há tempos aí se exibiu em palcos Portugueses (não sabe se com grande ou pequeno exito) com o titulo de Grand-Guignol, importado directamente de França. Género macabro, terrorista, insalubre, visando a provocar no público as fortes comoções nervosas pelo espectáculo de scenas lúgubres, sanguinárias ou simplesmente extravagantes.—Esta tragédia rústica é um ligeiro estudo do caracter supersticioso, bestial, por vêzes quase feroz, da pobre, inculta, miserável gente das aldeias beirôas, em cujo seio os instintos, bons ou maus, falam ainda a linguagem espontânea e bárbara das primitivas idades.

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O pai da criança

(Conto carnavalesco)

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O pai da criança