—Ó sr. prior, mas eu...—tartamudiou o Cristóvam, condoído.[{173}]

E o padre Borregana, num palpite, de mãos postas:

—Depressa! depressa!... Pelas cinco chagas! pelas cinco chagas, Cristóvam!

—Êle é isso?, rosnou o sacristão com os seus botões; e despresando escrúpulos, atirou-lhe um coice, com tal violência, que o fez baquear e gemer:

—Ui!

—Ah, já?...—e atirou-lhe segundo.

Nisto um matraquear de tamancos no lagedo da igreja.

—Quem é? quem vem aí?, bradou o padre aflito, cheio de dôres, estorcendo-se.

—É para o sr. prior, esta carta...

—Para mim?!