E o outro, com muitos gestos, esbaforido:

—O ministério! caiu o ministério!

E sentou-se por já não poder.

Anselmo largou a espátula:

—Que me diz?!

—Olhe, veja!...—murmurou sufocado.

E estendeu-lhe um papel, um telegrama, aonde vinha tudo explicadinho: «ministério em terra, chamado João Franco, parabens.» Não era preciso mais!

Anselmo ficou sem ar. E o Menezes, outra vez muito excitado, ia e vinha da porta ao balcão, do balcão à porta, a rir-se, transtornado da cabeça, doido com a história.

—Até que finalmente, dizia, ora até que finalmente: o João Franco! Ó Anselmo, ó menino, mas você já pensou bem no caso? O João Franco![{53}]

E esfregava as mãos de contente.