—Agora é que se vai ver o que é governar às direitas; agora sim, é que se vai ver o que é governar!

O boticário quase não queria acreditá-lo. «Ficára banzado!» E o Menezes, vociferando:

—Corja! Os outros por pouco que não põem o país a saque! Tudo a comer, tudo! E eu, e você, e os mais,—os que trabalhâmos—a pagarmos para aqueles piratas!

Anselmo sorria benévolo às considerações acerbas do jornalista que prosseguia irado, numa linguagem perversa:

—Súcia de gatunos! Pulhas! Pulhas!

E já frenético, em altos gritos:

—É bem feito, é bem feito: rua! É bem feito!

Começou a juntar-se povo, garotada, a quem o Anselmo, vindo à porta, enxotava, explicando:

—Que é? que é que vocês querem? Foi o ministério que caiu... Vão-se embora!

Um dos garôtos porêm, mais curioso e atrevido, foi a espreitar para dentro, pelos vidros[{54}] da outra porta,—a ver se via o ministério no chão...