—A quem se deve a construção do coreto na Praça Nova?
—A êle!
—A quem se deve a compra dum irrigador para o hospital civil?
—A êle! a êle só!
—Ó senhores, pelo amor de Deus! confundem-me!—bradou o boticário rialmente confundido, levando as mãos ao crâneo—Eu sou um humilde trabalhador, com desejos de acertar, de bem servir a minha terra e os amigos. Nada mais!
—Êsse pouco...
—Mas quanto a política, francamente, confesso—estou farto; estou farto dela até aos olhos![{58}]
—Isso diz êle agora, isso diz êle agora, murmurou o Menezes, piscando-me o ôlho.—Olha quem, o régulo!
Depois, despediu-se; chegou mesmo a descer o passeio; mas voltando atrás afogueado:
—Ouça lá, Anselmo, e hoje? o termómetro?