—Isso é medonho! comentei.

Emquanto Anselmo repetia, vibrante de entusiasmo:

—«O dinheiro dos amigos ou as joias das amantes»! Refere-se á mulher do notário... Genial! genial!

Rimos depois muito, com aplausos efusivos ao jornalista e censuras ao procedimento do Souto, que fôra indecente.

A conversa decaíu. Anselmo bocejava. Eu peguei num jornal, percorri-o com a vista, distraído.

—Então sempre vai amanhã? perguntou-me.

—Sempre vou amanhã.

—Pois o tempo está firme. A coluna desceu, mas descance que não há-de haver novidade. Isto conserva-se.

Bateu-me no ombro palmadinhas amigáveis:[{64}]

—Pode ir descançado...