E desatou a rilhar o bife sem vontade. A velha rodou sôbre os calcanhares, saíu da sala.
—Pois é tudo cheio cá na cidade, insistiu quando voltou.—A menina julgo que sempre confessou...
—Confessou o quê, mulher?
—Olha o quê! O que já corria: que é amante do professor...
O médico ergueu-se de golpe, lívido, transfigurado,[{107}] fazendo recuar até à porta a pobre velhota espavorida de o ver assim:
—Crédo! santo nome de Deus! mas que tem? murmurou, supondo que o médico fôra acometido de loucura.
—Você ouviu isso?
—Ouvi, sim senhor.
—A quem? Aonde? Diga.
—Por aí, diz-se em toda a parte; é tudo cheio...