—Tudo; o que se está passando...
—Mas tu estás louco!... Eu é que devo estranhar-te. Nunca te vi assim desconfiado, acredita.
—Desconfiado! Mas não vês os teus modos, os teus gestos, as tuas palavras... o teu rosto! Anda cá...
Pegou-lhe numa das mãos e diante do espêlho da sala:
—Vê aí o teu rosto!
Ela esquivou-se, revoltada:
—Deixa-me! É de mais!
—Não te deixo, gritou exaltado, já sem se poder conter.—Vais-me dizer tudo, tudo. Nada de rodeios, de frases, apenas e cruamente a verdade: o que houve?
—O que houve!?—exclamou aterrada.
—Sim, o que houve!