—É d'outra banda, na estrada da villa.
—É grande o sitio de você?
—Tem alguma terra, sim, senhora, sá dona.
—Você porque não planta para você?
—Quá sá dona! O que é que a gente come?
—O que plantar ou aquillo que a plantação der em dinheiro.
—Sá dona tá pensando uma cousa e a cousa é outra. Emquanto planta cresce, e então? Quá, sá dona, não é assim...
Deu uma machadada; o tronco escapou: collocou-o melhor no picador e, antes de desferir o machado, ainda disse:
—Terra não é nossa... E frumiga?... Nós não tem ferramenta... isso é bom para italiano ou allamão, que Governo dá tudo... Governo não gosta de nós...
Desferiu o machado, firme, seguro; e o rugoso tronco se abriu em duas partes, quasi iguaes, de um claro amarellado, onde o cérne escuro começava a apparecer.