—Bem. Vocês lá se entendam.

Os dous se despediram do presidente e desceram vagarosamente as escadas do Itamaraty. Até á rua nada disseram um ao outro. Quaresma vinha um pouco frio. O dia estava claro e quente; o movimento da cidade parecia não ter soffrido alteração apreciavel. Havia a mesma agitação de bondes, carros e carroças; mas nas physionomias, um terror, um espanto, alguma cousa de tremendo ameaçava, todos e parecia estar suspenso no ar.

Bustamante deu-se a conhecer. Era o Major Bustamante, agora Tenente-Coronel, velho amigo do Marechal, seu companheiro no Paraguay.

—Mas nós nos conhecemos! exclamou elle.

Quaresma esteve olhando aquelle velho mulato escuro, com uma grande barba mosaica e olhos espertos, mas não se lembrou de tel-o já encontrado algum dia.

—Não me recordo... Donde?

—Da casa do General Albernaz... Não se lembra?

Polycarpo então teve uma vaga recordação e o outro explicou-lhe a formação do seu batalhão patriotico «Cruzeiro do Sul».

—O Sr. quer fazer parte?

—Pois não, fez Quaresma.