Ü Director olhou o subalterno com admiração e mais ficou considerando as suas qualidades de empregado zeloso, intelligente e... assiduo. Foi informado que a legislação era omissa no tocante á lingua em que deviam ser escriptos os documentos officiaes; entretanto não parecia regular usar uma que não fosse a do paiz.
O Ministro, tendo em vista esta informação e varias outras consultas, devolveu o officio e censurou o Arsenal.
Que manhã foi essa no Arsenal! Os tympanos soavam furiosamente, os continuos andavam numa doubadoura terrivel e a toda a hora perguntavam pelo secretario que tardava em chegar.
Censurado! monologava o Director. Ia-se por agua a baixo o seu generalato. Viver tantos annos a sonhar com aquellas estrellas e ellas se escapavam assim, talvez por causa da molecagem de um escripturario!
Ainda se a situação mudasse... Mas qual!
O Secretario chegou, foi ao gabinete do Director. Inteirado do motivo, examinou o officio e pela lettra conheceu que fora Quaresma quem o escrevera. Mande-o cá, disse o Coronel. O Major encaminhou-se pensando nuns versos tupys que lera de manhã.
—Então o Sr. leva a divertir-se commigo, não é?
—Como? fez Quaresma espantado.
—Quem escreveu isso?
O Major nem quiz examinar o papel. Viu a letra, lembrou-se da distracção e confessou com firmeza: