A visita não se demorou muito mais. Era conveniente que fosse rapida, não convinha fatigar a attenção do convalescente. Os dous sahiram sem esconder que iam esperançados e satisfeitos.

Na porta ja havia alguns visitantes á espera do bonde. Como não estivesse o vehiculo no ponto, foram indo ao longo da fachada do manicomio até lá. Em meio do caminho, encontraram, encostada ao gradil, uma velha preta a chorar. Coleoni, sempre bom, chegou-se a ella:

—Que tem, minha velha?

A pobre mulher deitou sobre elle um demorado olhar, humido e doce, cheio de uma irremediavel tristeza, e respondeu:

—Ah! meu sinhô!... É triste... Um filho, tão bom, coitado!

E continuou a chorar. Coleoni começou a commover-se; a filha olhou-a com interesse e perguntou no fim de um instante:

—Morreu?

—Antes fosse sinhasinha.

E por entre lagrimas e soluços contou que o filho não a conhecia mais, não lhe respondia ás perguntas; era como um extranho. Enxugou as lagrimas e concluiu:

Foi cousa feita.