—Nenhuma, Major. Já sabemos quem o senhor é; não ha novidade nem nenhuma exigencia legal.

O escrivão tossiu, tirou um cigarro, offereceu outro a Quaresma e continuou:

—Sabendo que o Major vem estabelecer-se aqui, tomei a iniciativa de vir incommodal-o... Não é cousa de importancia... Creio que o Major...

—Oh! Por Deus, Tenente!

—Venho pedir-lhe um pequeno auxilio, um obulo, para a festa da Conceição, a nossa padroeira, de cuja irmandade sou thesoureiro.

—Perfeitamente. É muito justo. Apezar de não ser religioso, estou...

—Uma cousa nada tem com a outra. É uma tradição do logar que devemos manter.

—É justo.

—O senhor sabe, continuou o escrivão, a gente daqui é muito pobre e a irmandade tambem, de forma que somos obrigados a appellar para a boa vontade dos moradores mais remediados. Desde já, portanto, Major...

—Não. Espere um pouco...