Cara tam feia, coiza tam pasmoza
Todos observam, e move a raridade.
Nam desperta o comum, a curzidade:
Ser rara, é que te-adûla vaidoza.
Ama-se o Belo, e cega o mesmo afeto.
O Feio, pois nam liga o pensamento,
Deixa miudamente ver o objeto.
Iso faz, que se-observe ese portento.
Quanto estás obrigada, a ese aspeto;
Se no-enorme te-dá merecimento!