RUY.
«Como?... Aquelle que arrancar-te «Ousou a meu peito amante, «Que em magoa e dôr incessante «Me fez continuo chorar-te,
«Da tua lei o inimigo, «Da tua raça execrado, «Pôde aliviar teu fado, «Protector para comtigo!....
FATIMA.
«Prodigios o ceo clemente, «Que meus olhos desvendou, «Por esse mesmo operou, «Que blasfemas imprudente!
«Desde o momento horroroso, «Em que de ti separada, «De quanto amava affastada «Fui no caso lastimoso.
«A taça da desventura «Misera esgotar devia, «Trazendo-me cada dia «Nova dôr, nova amargura.
«Mal de Cintra o alto muro «Me recebeu malfadada, «Foi minha alma transpassada «Dos golpes pelo mais duro.
«Soube que o Padre querido «Tão digno do meu amor, «Ao despeito, á magoa, á dôr «Tinha infeliz succumbido.
«Inda bem me não feria «Este golpe acerbo, amaro, «Que do meu unico amparo «Se apagára a luz do dia;