—Fallai no mau, apparelhai o pau!... É o frade!..
—Hein!? bradou Antonio Rodrigues, pondo-se de pé de um pulo e enterrando a carapuça até aos hombros. O frade?!.
—Em corpo e alma! Escripto e pintado!... Tem razão, tio. Anda mouro na costa.
—Vem a Senhora D. Magdalena?...
—Não. Vem elle só. Isto leva agua no bico, sr. meu sogro.
—Não te dizia eu, Pedro?... E agora?...
—O dito, dito. Contas com Jorge e Jorge na rua.
—Sabes que mais, homem? Vai-me cheirando tudo isto muito a chamusco. Não gosto nada da vinda do sr. Fr. João assim com este segredo.... Receio....{88}
—Valaverunt galhetas, sr. meu tio! como nós diziamos no convento!... O caso está feio, e d'esta vez a raposa bem podia ficar sem rabo!.. melhor, porém, o ha de fazer Deus e sua Mãe Maria Santissima, minha madrinha!... Primeiro do que tudo enxuguemos outro caneco. Este bom vinho alegra a vida e faz crear alma nova. Bom! Agora, a pé! Vá receber o sr. Fr. João, que ha de vir cansado e aborrecido da jornada.
—E tu?...