—Sempre, não digo; tambem não digo o contrario. Baroneza, a senhora exige respostas definitivas, mas diga-me o que é que ha definitivo neste mundo, a não ser o voltarete de seu marido? Esse mesmo falha. Ha quantos dias não sei o que é uma licença? É verdade que não tenho apparecido. E depois, o prazer da conversação paga bem o das cartas. Aposto que os homens casados que lá vão são de outro parecer?

—Talvez.

—Só os solteirões podem avaliar as ideias das mulheres. Um viuvo sem filhos, como eu, vale por um solteirão; minto, aos sessenta annos, como eu, vale por dous ou trez. Quanto ao joven Paulo, não pense mais no discurso. tambem eu discursei em rapaz.

—Já cuidei em casal-os.

—Casar é bom, assentiu Ayres.

—Não digo casar já, mas daqui a dous ou trez annos. Talvez faça antes uma viagem com elles. Que lhe parece? Vamos lá, não me responda repetindo o que eu digo. Quero o seu pensamento verdadeiro. Acha que uma viagem?...

—Acho que uma viagem...

—Acabe.

—As viagens fazem bem, mormente na edade delles. Formam-se para o anno, não é? Pois então! Antes de começar qualquer carreira, casados ou não, é util ver outras terras... Mas que necessidade tem a senhora de ir com elles?

—As mães...