—O boleeiro não, acudi eu; fico com a sege e não hei de ir comprar outro.

—Bem; fico com o Paulo e o Prudencio.

—O Prudencio está livre.

—Livre?

—Ha dois annos.

—Livre? Como seu pae arranjava estas cousas cá por casa, sem dar parte a ninguem! Está direito. Quanto á prata... creio que não libertou a prata?

Tinhamos falado na prata, a velha prataria do tempo de D. José I, a porção mais grave da herança, já pelo lavor, já pela vetustez, já pela origem da propriedade; dizia meu pae que o conde da Cunha, quando vice-rei do Brazil, a dera de presente a meu bisavô Luiz Cubas.

—Quanto á prata, continuou o Cotrim, eu não faria questão nenhuma, se não fosse o desejo que sua irmã tem de ficar com ella; e acho-lhe razão. Sabina é casada, e precisa de uma copa digna, apresentavel. Você é solteiro, não recebe, não...

—Mas posso casar.

—Para que? interrompeu Sabina.