—Não conheceste o homem?
—Não.
O marido cruzou os braços e ficou a olhar, fixo, calado. A mulher perguntou-lhe quem era.
—É aquelle homem que nos salvou o Deolindo da morte.
A mulher teve um calefrio.
—Viste bem? perguntou.
—Perfeitamente. Se eu já o tinha encontrado outras vezes, mas então não estava assim. Coitado! E a molecada berrava atraz delle. Qual! não ha policia nesta terra.
O que lhe doia á mulher não era tanto o mal do homem, nem ainda a surriada; mas a parte que teve nesta o filho,—a mesma creança que o homem salvara da morte. Realmente, como podia o menino reconhecel-o, nem saber que lhe devia a vida? Doia-lhe o encontro, a coincidencia. Afinal, contentou-se de pôr todas as culpas em si. Se tivesse tido mais cuidado, o pequeno não haveria sahido, e não entraria na troça. Tremia de quando em quando, e estava inquieta. O marido pegou na cabeça do filho, e deu-lhe dous beijos.
—Você viu a scena toda? perguntou á mulher.
—Vi.