—Quer a minha resposta hoje mesmo? interrompeu Yayá.

—Podia ser hoje.

Estella que estava presente, apoiou a reflexão de Jorge.—Convem decidir quanto antes, disse ella; não vale a pena deixar passar mais tempo sem utilidade.

—Sem utilidade, repetiu Yayá olhando para o tecto.

—Decerto...

Yayá baixou os olhos aos dous; fitou-os a um e outro, longo tempo, com severidade; depois, retorquiu em tom rispido:

—Deixem-me ao menos o tempo de chorar meu pae!

Jorge proferiu algumas palavras de affeição; Estella não protestou nem retorquiu; erguendo-se silenciosamente e deixou-os. O silencio foi longo. Jorge não tomara á má parte a supplica da noiva; attribuiu-a ao sentimento de piedade filial, que era nella mais forte que qualquer outro.

—Yayá, disse elle, ninguem lhe nega o direito de chorar seu pae; se insistimos é em beneficio da familia. Seu pae recommendou-me que olhasse pelos seus, e eu quizera poder fazel-o, não como extranho, mas como parente; por isso lembrei a conveniencia de realisar o casamento quanto antes, mas se lhe parece que pode ser addiado...

—Pode.