—Até quando?

—Até um dia.

—Que dia?

—Sabbado de Alleluia, por exemplo.

—Falemos serio, disse Jorge.

—Serio? Dia de S. Nunca.

Jorge franziu a testa.

—Que quer isso dizer? Retira a sua palavra? Em todo o caso, tenho direito de saber o motivo, porque algum motivo ha de haver...

Yayá tinha-se levantado, pegou-lhe na mão e levou-o até á janella. O transtorno das feições era visivel; os olhos luziam de impaciencia, emquanto a palavra parecia medrosa e recalcitrante. Pasmado do que via, e curioso do que ella lhe iria dizer, Jorge não pensou sequer em a aquietar; se lhe pegou nas mãos foi por um movimento instinctivo; mas quando as sentiu geladas e tremulas ficou atterrado.

—Que tem Yayá? Você padece; vamos, fale, diga-me tudo. Já me não ama?