—Tanto melhor! exclamou Jorge. Vejo que havia entre nós um equivoco e é chegada a occasião de o desfazer. Quer que lhe fale com franqueza? O inimigo não sou eu, é a senhora; é a senhora, ou antes, era ou parecia ser. Agora comprehendo; retribuia-me a aversão que suppunha haver em mim. Tanto melhor! Façamos as pazes de uma vez.

Yayá apertou a mão que elle lhe offereceu e chegaram alegremente a casa. Jorge quiz retirar-se logo, mas a moça ordenou a Raymundo que conduzisse o cavallo, e Jorge foi compellido a entrar por alguns minutos. Luiz Garcia não estava em casa. Estava o Sr. Antunes. Yayá mal deu tempo aos primeiros comprimentos.—Ande jogar commigo, disse ella.

—Em boa paz?

—Em boa paz.

Yayá preparou o xadrez, no gabinete contiguo á sala; Jorge sentou-se pacientemente deante da adversaria, rectificou a posição de duas peças, excluiu as que lhe dava de pardido e adiantou o primeiro pião.

—Vá, disse; é a sua vez.

Yayá não obedeceu ao convite. Olhava para elle, com ar inquieto.

—Dá-me sua palavra de honra de que me não negará o que lhe vou perguntar? disse ella ao cabo de alguns instantes de silencio.

Jorge hesitou um pouco.

—Conforme.