—Como? não percebo...
—Nada mais simples, mãesinha. Ás vezes a gente da policia chega a raciocinar com acerto... Repare: emquanto o Pavel era livre appareciam os folhetos; mettido na cadeia, desappareceram. Logo era elle quem os espalhava.
—Percebo!... murmurou ella tristemente. Que fazer? Ah! Deus do ceo!
A voz de Samoílof veiu da cosinha:
—Diabos me levem! Prenderam quasi todos os nossos! É preciso continuar a trabalhar como d’antes, não só pela nossa causa, mas tambem para salvar os companheiros.
—E ninguem para trabalhar!... suspirou Iégor. Temos folhetos magnificos... Fui eu mesmo que os fiz. Mas como introduzil-os na fabrica? Eu cá não sei:
—Agora, toda a gente é revistada á entrada... explicou Samoílof.
Pélagué adivinhava que lhe queriam alguma coisa.
—Então que fazer? perguntou vivamente.
Samoílof parou e perguntou: