—Pélagué Nilovna, conhece a vendedeira Korsounova?
—Conheço. Porquê?
—Fale-lhe. Talvez que ella se encarregue dos nossos folhetos.
Ella ergueu logo o braço n’um movimento negativo:
—Ah! não! É uma tagarella! Não! Saber-se-ia logo que fui eu... que foi coisa vinda da nossa casa... Não!
E de subito, illuminada por uma idéa repentina, exclamou com alegria:
—Dêem-me os folhetos! Dêem-mos! Eu acharei um meio... Deixem isso por minha conta! Pedirei á Maria que me tome ao seu serviço. Tenho que trabalhar, se quizer comer. Levarei tambem os jantares á fabrica, aos operarios... Deixem isso por minha conta.
Com as mãos unidas no peito, affirmava que saberia proceder sem que a descobrissem, e concluiu com uma exclamação triunfante:
—Ah! Hão de ver que mesmo com Pavel na cadeia, a sua mão os attinge!
Todos trez se sentiam de novo animosos. Iégor sorria, esfregando rapidamente as mãos, dizendo: