—Bravo, mãesinha! Se soubesse como isso lhe fica bem! como é para enthusiasmar!

—Se fôr bem succedida, sentir-me-ei tão feliz na cadeia como se estivesse sentado n’uma cadeira estofada! declarou Samoílof, rindo:

—É um thesouro, mãesinha! exclamou Iégor roufenhamente.

Pélagué sorriu. Era simples: se conseguisse introduzir na fabrica os folhetos, diriam que não era Pavel quem os distribuia. Sentindo-se capaz de desempenhar-se de tal compromisso, Pélagué estremecia jubilosa.

—Quando fôr visitar o Pavel, diga-lhe que elle tem uma boa mãe!

—Hei de vêl-o mesmo antes do dia da visita! prometteu Samoílof, sorrindo.

—Diga-lhe abertamente que hei de fazer quanto fôr necessario. Que elle o fique sabendo!

—E se o Samoílof não fôr preso, como ha de sabel-o o Pavel? perguntou Iégor.

—Paciencia! Temos que nos resignar!

E ambos entraram de rir. Quando ella compreendeu a sua tolice, riu tambem, mas um tanto contrafeita.