E saíu, meneando a cabeça.
Ao voltar ao quarto, a velha olhou com anciedade para o lado da janella. Nas trevas espessas e humidas caíam lentamente flocos de neve meio derretidos.
Vermelho e suando, Iégor sentara-se, com as pernas afastadas e soprando ruidosamente ao chá. Sentia-se satisfeito.
A velha sentou-se tambem, e olhando tristemente para elle:
—Pobre Sachenka!... Como chegará ella ao fim do caminho?...
—Cançada! A cadeia serviu-lhe de provação... Era d’antes mais robusta... Depois, não foi educada como nós, á bruta... Parece-me que já tem os pulmões atacados.
—Quem é ella?
—Filha d’um proprietario rural. O pae é riquissimo e... canalhissimo. Naturalmente, mãesinha, já sabe que elles se amam deveras e que querem casar.
—Quem?
—O Pavel e ella. É isto! Mas afinal não o conseguem. Quando elle está em liberdade, está ella na cadeia, e vice-versa.