Quando André foi deitar-se, fez-lhe no peito o signal da cruz, sem que elle désse por isso. Meia hora depois, perguntava, baixinho:
—Já dorme, André?
—Não. Porque?
—Nada. Boa noite.
—Obrigado, obrigado! respondeu, reconhecido.
XVII
Quando no dia seguinte ella chegou á porta da fabrica, carregada com o seu fardo, os guardas detiveram-na rudemente, mandaram-na pôr no chão tudo o que trazia e examinaram-na attentamente.
—Olhem que a sôpa arrefece! disse, tranquilla, emquanto a apalpavam sem ceremonia.
—Cala-te!
O outro disse, dando levemente com o hombro no camarada.