—Vou ate á taverna. Quando o André voltar, repete-lhe o que eu te disse?
—Sim.
Passaram á cosinha e trocaram algumas frases curtas, sem olharem um para o outro.
—Adeus...
—Adeus... Quando recebes a tua feria?
—Já a recebi.
—E quando partes?
—Amanhã de manhãsinha. Adeus!
Curvou-se, e saíu um pouco assustado, como contra vontade. Durante uns momentos, a velha ficou á porta prestando o ouvido ao andar que se afastava... Depois foi até ao quarto e pôz-se a olhar pela janella. Densas trevas se apegavam ás vidraças, parecendo esperar o que quer que fosse que podesse tragar as suas fauces insondaveis.
—Vivo de noite! pensou. Sempre de noite!