Pavel pediu á mãe noticias da sua saude, da sua casa. Ella esperava outras perguntas, procurava-as até, no olhar do filho, mas não as encontrou. Como sempre, elle apresentava-se tranquillo; apenas um pouco mais pallido; os seus olhos pareciam maiores.

—A Sachenka manda-te recommendações.

As palpebras de Pavel estremeceram e abaixaram. O seu rosto dulcificou-se e brilhou com um sorriso.

—Pôr-te-ão em breve na rua? perguntou, irritada de subito. Por que foi que te prenderam? Sim porque afinal os taes folhetos voltaram a apparecer.

Os olhos de Pavel tiveram um lampejo d’alegria.

—Serio?!

—É proíbido falar d’essas coisas! observou o guarda, indolente. Só se pode falar d’assuntos de familia.

—Ora essa! Então isto não é assunto de familia? perguntou ella.

—Sei lá! O que digo é que é proibido. Falem da comida, da bebida, da roupa lavada, e de mais nada! elucidou, continuando como indifferente.

—Está bem! Falemos da nossa casa, mamã? O que é que tu fazes?