—Aquelle que foi o primeiro a dizer: «Isto é meu!» Mas como já morreu ha milhares d’annos, não vale a pena zangarmo-nos com elle! respondia André, gracejando.
—Mas os ricos e os poderosos? e os que os defendem? teem razão?
O russo-menor apertava a cabeça entre as mãos, retorcia o bigode e falava durante muito tempo acerca da vida dos homens, com palavras simples e claras.
Elle porém volvia:
—Não! Ha de haver culpados! Existem! Digo-te que é preciso revolvermos a vida toda, sem piedade, como um campo coberto de más hervas!...
—Foi o que o Isaías disse uma vez, falando do sr.... observou Pélagué.
—O Isaías?
—Sim. Que mau homem! Espia toda a gente... Vem até espreitar ás nossas janellas.
—Ás suas janellas?...
Ella estava já deitada e não lhe podia vêr a cara. Mas percebeu que tinha falado de mais, quando André disse, em tom conciliador: