—Os nossos inimigos não terão o que merecem. Todavia, mãesinha, cada gottinha do seu sangue terá sido lavado préviamente pelos lagos de lagrimas que o povo chorou.
E accrescentou, rindo:
—É justo, mas não é consolador!
XXII
Um domingo, quando a velha, voltando da mercearia, abriu a porta e appareceu no limiar, foi invadida por subita alegria, pois ouvira lá para o interior da casa, a voz de Pavel.
—Cá está elle! gritou André.
Pélagué notou a rapidez com que o filho se voltou para ella e o brilho que lhe assomou ao rosto.
—Eis-te afinal na nossa casa! murmurou.
Pavel avançou, muito palido, com pequeninas lagrimas bailando-lhe nos olhos, com os labios tremulos. Em silencio, os dois contemplavam-se.
—Obrigado, mamã! exclamou por fim, apertando-lhe a mão que estremecia. Obrigado, minha querida mãe!