—Ah! quero levar a nossa bandeira. Pôr-me-ei á frente do cortejo, com a bandeira em punho. Naturalmente mettem-me outra vez na cadeia.

Os olhos de Pélagué tornaram-se como candentes, a bôca foi-lhe invadida por uma secura febril. O filho pegou-lhe na mão e ameigou-a:

—Assim é preciso, mãe. A honra está n’isto mesmo.

—Eu não disse nada... balbuciou.

—Deverias regosijar-te, em vez de entristeceres-te.

—Eu não disse nada... Não me opporei... Se tenho pena de ti, é natural... e fica comigo...

Pavel afastou-se, e ella ouviu-o resmungar palavras acerbas:

—Ha affeições que impedem o homem de viver!

Receando que elle dissesse peor, exclamou vivamente:

—Não fales assim, Pavel! Compreendo. Tens que fazer o que tencionas, por causa dos companheiros.