—Não! Por minha propria causa! Poderia proceder d’outra forma, mas não quero! Hei-de ir!
André parou no limiar; parecia mettido n’uma moldura: era mais alto do que a porta e curvava os joelhos caricatamente, com um dos hombros encostados a um umbral, e com a cabeça e o outro hombro estendido para a frente.
—Seria melhor que o sr. tagarellasse menos!
Parecia um lagarto semi-occulto na fenda d’um rochedo.
A velha tinha vontade de chorar, mas, não querendo que Pavel a surpreendesse, disse de repente:
—Ah!... ia-me esquecendo...
E retirou-se, rapida. Sob o alpendre, encostou a cabeça á parede, e deu livre curso a todo o seu pranto. As palavras dos dois amigos chegavam até lá.
—Divertes-te em atormental-a! dizia André.
—Não tens o direito de falar-me assim!
—Não seria um bom companheiro, se me calasse ao ouvir as tuas estupidas cabriolices! Para que respondeste tão rudemente á tua mãe?