Pélagué estremeceu: o nome de assassino atravessou-lhe o peito como uma flécha.
—Quem o matou?
—O assassino fugiu!
Tendo posto um chale, á pressa, Pélagué foi ter com ella á rua.
—Naturalmente começam outra vez a fazer buscas. Ainda bem que a tua gente não saíu de casa áquella hora. Posso tesmunhar. Á meia noite passei eu por aqui, olhei pela janella e vi-os a todos trez sentados á meza.
—Mas, Maria, porque haveriam de accusal-os? perguntou aterrorisada.
—O assassino é forçosamente dos vossos! Todos sabem que o Isaías os espionava...
Pélagué parou, offegante, com a mão no peito.
—Que é isso? Não tenhas medo. O Isaías não merecia outra coisa. Vamos depressa, que não chegamos a tempo.
A pobre velha caminhava sem mesmo perguntar a si propria para que ia ver o cadaver; tremia pensando em Vessoftchikof: «Conseguiu o seu fim!»