—Socega, André! meu filho!... socega!... murmurava.
—Esperem!... Quero dizer-lhes como a coisa foi...
—Não! não! accudiu ella, com os olhos razos d’agua.
Pavel approximou-se d’elle, com as mãos trémulas e muito pálido, e segredou-lhe:
—A minha mãe receia que tivesses sido tu...
Ella porem ouviu, e disse:
—Não receio, não. Sei que não foi elle. Ainda que tivesse sido, não acreditaria.
—Oiçam... pediu André, sem os fitar e buscando libertar as mãos que Pélagué não abandonava. Não fui eu... mas poderia ter evitado o crime.
—Cala-te, André! exclamou Pavel, pondo-lhe a mão no hombro, como para fazer cessar a tremura que lhe abalava todo o corpo.
O russo-menor explicou então: