Ouviu-se o apito da fabrica. André deixou tombar a cabeça para o hombro, escutando aquelle auctoritario chamamento e disse:

—Não quero ir trabalhar.

—Nem eu!

—Quero ir tomar um banho!

Vestiu-se á pressa e saíu.

Pélagué seguiu-o com um olhar de compaixão; depois abriu-se com o filho.

Podes dizer o que quizer, Pavel. Sei que é peccado matar um homem, mas n’este caso não encontro culpa em ninguem. Lembro-me de que o Isaías me ameaçou uma vez com a forca para ti... Eu não lhe queria mal, nem me alegro por elle ter morrido... Tinha apenas dó d’elle... E agora... nem mesmo isso já sinto...

—Ahi tens o que é a vida, mãe!

XXV

Alguem acabava de chegar sob o alpendre. Mãe e filho entreolharam-se, estremecendo.