—Mamã, vae buscar os livros. Dize que vão para o campo, que logo sabem o que te hão de dar.

—Irei apenas o samovar esteja pronto.

—Quero livros proíbidos e bem incisivos. Distribuil-os-ei ás escondidas. E se o padre ou alguem da policia os descobrir, imaginarão que os mestres-escolas é que fazem a propaganda. De mim ninguem suspeitará.

Satisfeito por este achado, desatou a rir.

—Olha sabes? disse Pélagué. Tens assim o aspecto de um urso, e afinal és uma raposa!

Pavel ergueu-se, em tom de censura:

—Dar-lhe-emos os livros que deseja, mas o que pensa fazer não lhe fica bem.

—E porquê?

—Porque se deve responder sempre pelo que se faz.

—Não percebo o que dizes!