—É lá possivel encontrar o criminoso!... N’aquella manhã mais de cem pessoas viram o Isaías, e pelo menos noventa tel-o-iam esganado de bôa vontade.

...André transformava-se a olhos visto. As faces tinham-se-lhe encovado; as palpebras descaíam-lhe cerrando-lhe os olhos; sorria menos; das narinas descia-lhe uma ruga até ao canto dos labios. Todavia entusiasmava-se mais, falando do futuro, da festa luminosa e deslumbrante do triunfo da liberdade e da razão.

Falando de Isaías, declarou:

—Quanto mais penso n’elle, mais dó me causa. Não queria que o matassem, não! não queria!

—Acaba com isso! disse Pavel.

Pélagué acrescentou:

—Houve quem topasse n’um tronco pôdre, que se desfez em pó.

...Chegou emfim o dia tão impacientemente desejado: o primeiro de maio.

Como de costume, o apito da fabrica fez-se ouvir auctoritario, implacavel. Pélagué levantou-se d’um salto e foi accender o samovar, que ficára preparado de vespera.

—Ouves, Pavel? Chamam por nós... disse André.