A resposta veio logo como uma enorme vaga potente:
—Saccudamos a poeira dos pés!
Pélagué, com um sorriso ardente, via por cima da cabeça de Fédia, o filho e a bandeira. No meio das vozes mais proximas que entoavam o hymno, chegava-lhe aos ouvidos a de André:
Ergue-te, ergue-te, ó povo operario!
Revoltae-vos, esfomeados!...
E o povo corria, apertava-se, avançando para a bandeira, proseguindo no hymno, que em voz baixa tinha sido aprendido em casa.
Corramos para aquelles que soffrem...
Um rosto de mulher, meio jubiloso e meio assustado, surgiu ao lado de Pélagué.
—Mitia, onde vaes?
E a velha respondeu:
—Deixe-o lá! Não lhe dê cuidado! Eu tambem tinha mêdo, d’antes. O meu está á frente de todos. Aquelle que tem na mão a bandeira é o meu filho!