D’uma janella partiu uma voz de canna rachada:
—Hereticos! Revoltarem-se contra Sua Majestade o Imperador! contra o tzar!
Mas o hymno continuava, firme, altivo.
Pélagué, que no meio dos encontrões, fôra sendo empurrada para distante do centro do grande ajuntamento, ouvia então frases soltas:
—Perto da escola está uma companhia de soldados, e outra na fabrica...
—O governador já chegou...
—O quê? é verdade?
—Vi-o com os meus olhos!
—Ainda bem! Começam a ter medo de nós! Já nos mandam soldados, e o governador.
As vozes do côro foram enfraquecendo; dir-se-ia um movimento de recúo. Alguns iam-se calando. Aqui e ali havia quem tentasse animar de novo o hymno moribundo.