E Savely entrou a tossir, todo curvado e tremulo.
Jacob poz na mesa uma caneca de koass[2] e atirou para o lado um molho de cebolas, e disse ao enfermo:
—Anda, Savely, trouxe leite para ti.
O outro abanou negativamente a cabeça; mas Jacob agarrou-o por debaixo dos braços e fêl-o sentar á mesa.
—Oiçam, disse Sofia a Rybine, em voz baixa e em tom de censura, para que o obrigaram a vir? Póde morrer d’um momento para o outro.
—É certo, replicou Rybine. Mas mais vale morrer rodeado de amigos; ser-lhe-á menos doloroso
do que na solidão. Tem soffrido muito na sua vida; pois que soffra ainda mais um pouco para servir de aviso aos homens... Que lhe póde fazer isso? Ali está!
—Chega a parecer que se desinteressa d’elle com horror pelos seus soffrimentos, exclamou Sofia.
Rybine lançou-lhe rapido olhar e respondeu com modos sombrios:
—Só os fidalgos é que se recreiam com o espectaculo do Christo a gemer na sua cruz; mas nós outros, nós queremos estudar os homens ao vivo e gostavamos que a senhora tambem apprendesse a conhecel-os...