—Ah, não se assuste, que não ha de ser grande coisa... talvez até não seja nada!

Pélagué obedeceu, bateu á porta indicada e, apurando o ouvido, pensava com tristeza: «Está mesmo a morrer...»

—Quem está ahi? perguntaram de dentro.

—Venho da parte do senhor Iégor, respondeu baixo. Pede-lhe que vá a casa d’elle.

—Lá vou! responderam.

Pélagué esperou um instante e tornou a bater.

A porta abriu-se de brusco e appareceu uma mulher ainda nova, muito alta e que usava oculos. Vinha a alisar a manga do vestido, amarrotada. Seccamente perguntou:

—Que deseja?

—Foi o senhor Iégor que me mandou...

—Ah! vamos lá!... Mas eu conheço a senhora! exclamou. Como passou?... É que faz aqui muito escuro...