Pélagué fitou-a e lembrou-se de tel-a visto uma vez ou duas, em casa de Nicolao.
«Por toda a parte ha gente nossa!» pensou.
A mulher deixava livre o caminho, por fórma que Pélagué fôsse adiante.
—Está então muito mal? inquiriu.
—Muito mal; está deitado. Pede-lhe que lhe leve alguma coisa de comer...
—Ora! é inutil...
Ao penetrarem as duas mulheres no quarto de Iégor, este debatia-se em doloroso estertor.
—Lioudmila, disse por fim. Esse rapaz saíu agora da cadeia sem licença da auctoridade. Já é ser descortez! Antes de mais nada, dá-lhe de comer e esconde-o em qualquer parte, por um dia ou dois.
Lioudmila fez um signal d’assentimento e, ao passo que fitava attentamente o rosto do enfermo, dizia com certa severidade:
—Iégor, porque não me chamou logo que chegaram as suas visitas? E já vejo que por duas vezes se esqueceu de tomar o remedio! É um desmazelo!... Pois se é o primeiro a dizer que se sente respirar melhor quando o toma!... Venha para minha casa, camarada!... Não tarda que venham buscar o Iégor para o levarem para o hospital.